De acordo com especialistas, o corpo feminino necessita de uma temperatura cerca de três graus mais quente do que a do homem

Por
Da Redação

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12 set 2018, 19h37 – Publicado em 11 set 2018, 18h40

Na disputa pelo ar-condicionado, você é aquela pessoa que pede para deixar ligado na potência máxima ou luta para mantê-lo desligado ou, pelo menos, em uma temperatura mais confortável? A atitude pode estar relacionada ao seu sexo. Segundo pesquisadores, o corpo da mulher necessita de uma temperatura cerca de 3 graus mais quente do que a do homem.

“Em ambientes frios, as mulheres apresentam maior vasoconstrição, ou seja, as veias se estreitam para reduzir o fluxo de sangue e evitar a perda de calor. Então, elas tendem a ter mãos e pés mais frios. Portanto, para ter o mesmo nível de conforto, precisam de um ambiente ligeiramente mais quente”, explicou Clare Eglin, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, à BBC. 

Um estudo publicado na Nature Climate Change mostrou que as temperaturas do ar-condicionado utilizado no ambiente de trabalho atendem principalmente às necessidades masculinas, em especial daqueles com 40 anos e média de 70 quilos.

A polêmica da batalha pela temperatura mais adequada do ar-condicionado foi levantada pela atriz Cynthia Nixon, conhecida por seu papel como Miranda na sitcom Sex and the City. Durante debate político em programa do canal americano CBS, a atriz – que concorre ao governo do Estado de Nova York – sugeriu que a temperatura fosse mantida em 24,4 graus para garantir o conforto também das mulheres, segundo informações do El País.

Temperatura corporal

Segundo Clare, no corpo humano existem vários receptores que respondem ao calor e ao frio; os mais sensíveis estão localizados na pele. Internamente, homens e mulheres apresentam temperaturas semelhantes, mas quando a questão é epitelial, especialmente na pele de pés e mãos, as diferenças são maiores, por isso elas se sentem menos confortáveis em ambientes mais frios. Além disso, fatores como hormônios e gordura corporal também afetam a sensação de frio para mulheres.

Ela ainda explica que por serem geralmente maiores, os homens têm mais massa muscular e, portanto, produzem mais calor. “Eles não precisam reduzir o fluxo de sangue na pele para manter sua temperatura interna”, disse a especialista.

Queda no rendimento

A baixa temperatura dos escritórios não afeta apenas o conforto feminino, mas também o desempenho no trabalho. Segundo estudo publicado no Journal of Environmental Health Science & Engineering, quando os funcionários estão incomodados ou insatisfeitos com a temperatura, a produtividade pode cair até 38%.

Em entrevista ao El País, Isabel Urrutia, coordenadora ambiental da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (Separ), explicou que as baixas temperaturas podem provocar irritação e dor de garganta, aumento na produção de muco nasal, tosse e catarro.

Por causa disso, os pesquisadores ressaltaram que as condições climáticas em ambientes internos devem ficar nos 21 graus para garantir o desempenho, produtividade e saúde dos trabalhadores.

Fonte: Rede Canal

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