Até aqui, a eleição deste ano já tem um claro vencedor e um claro perdedor. O deputado Jair Bolsonaro (PSL) sairá dela como o vencedor, ganhe ou perca no final, não importa. O PSDB, como derrotado.

Só não será assim se Bolsonaro, por questão de saúde, não disputar o segundo turno da eleição onde tem lugar garantido. Ou o PSDB operar o milagre de por Geraldo Alckmin no segundo turno. Difícil.

Antes um deputado irrelevante, histriônico, defensor de causas que soavam impossíveis, Bolsonaro soube se apropriar de uma agenda difusa de temas que estava no coração e mente de parte dos brasileiros.

Deu voz a toda essa gente. Soube manipular seus instintos mais primitivos, oferecendo-lhe soluções simples para problemas complexos. E não teve medo de se expor à incompreensão do resto da sociedade.

Poderá não ter sido o suficiente para se eleger – disso só se saberá nas próximas e decisivas semanas. Mas suficiente será para catapultá-lo à condição de líder inconteste da oposição ao futuro governo.

O PSDB perdeu para Bolsonaro uma fatia expressiva dos seus eleitores. Por causa dos muitos erros que cometeu na Era PT e mesmo depois dela, ficou sem discurso, sem rumo, e sem rosto.

Corre sério risco de perder o governo do Estado mais importante do país. E de no Congresso, a emergir das urnas, contar com menos representantes. Será mais um partido de médio porte, como outros.

Quanto ao PT, ainda é muito cedo para dizer-se alguma coisa. Até mesmo para dizer que seu candidato participará ou não do segundo turno. Ele cresce. Mas sua rejeição cresce na mesma medida.

Fonte: Rede Canal

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